segunda-feira, 16 de maio de 2011

LIVROS MODERNOS



A digitalização de livros ainda é alvo de discussões 

Há exatamente um ano, o juiz Denny Chin passou quatro horas numa sala lotada do Tribunal Federal de Nova York colhendo testemunhos de bibliotecários, autores e editores sobre a digitalização de livros pelo Google. Após muita deliberação, Chin declarou que não tinha condições de decidir o processo, alegando motivo simples, capaz de ser entendido por todos: “Muita informação para digerir.”
Desde outubro de 2008, o Google recebeu autorização para digitalizar livros de bibliotecas famosas, como a de Havard e a do Congresso americano, e torná-los acessíveis na Internet para busca e leitura parcial.
Atualmente, a empresa disponibiliza milhões de livros digitalizados. Basta iniciar uma busca por autores consagrados da literatura brasileira, como Machado de Assis, e comprovar que mais de três mil volumes de suas obras estão no Google Book.
Ao que tudo indica, a polêmica acerca da digitalização de livros pelo Google continua divergindo opiniões. A Universidade de Michigan, a Sony e a Federação Nacional dos Cegos são totalmente a favor da digitalização das bibliotecas, pois acreditam que disponibilizar obras de difícil acesso a milhares de pessoas do mundo estimula “o desenvolvimento de uma cultura próspera e vibrante”.
A oposição fica por parte das empresas Amazon.com e Microsoft, bem como dos representantes de autores, herdeiros e agentes literários. A preocupação é com o monopólio, a privacidade, o abuso do sistema judiciário e a violação de direitos autorais. Veio de William Cavanaugh, advogado sênior do Departamento de Justiça, uma das mais sensatas declarações. Ele acredita nos benefícios da digitalização em massa, mas diz que a biblioteca do Google não é o veículo mais apropriado para atingir esses objetivos.
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